Reaparece o Neymar provocador. De novo, com seu time goleando

| Por Marcelo Bechler
Há alguns anos em uma campanha publicitária Neymar dizia que era “apenas um garoto brincando com a bola”. Naquela época ele já era o principal jogador da seleção brasileira e de um grande clube. E ainda tirava de si próprio um peso que já lhe cabia. Hoje, aos 24 anos, com o melhor contrato do futebol mundial e em um dos maiores clubes do planeta, Neymar segue brincando de bola.

Seu jogo segue insinuante, rápido, de romper linhas de defesas com dribles e improviso. Mas também tem em seu futebol uma irreverência irônica, uma picardia de quem se vê acima dos demais, uma provocação barata e desnecessária contra o pequeno Leganés ou qualquer outro que se veja em situação inferior.

Neymar nunca será Messi ou Iniesta. Sérios, que jogam bem e bonito, mas não se jogam, não humilham e não provocam. O brasileiro é um provocador e cada vez que o faz, reaparece o debate. Neste sábado foi Michael Laudrup que condenou a firula do atacante, com o jogo em 4×0. Logo, aparecem os que condenam a violência com que os gestos do brasileiro são respondidos.

Sempre haverá os dois lados. Neymar sempre irá provocar e despertar ódio. A torcida do Barcelona não se delicia com suas provocações em campo. Gosta de quando ele joga bem, bonito e também de forma objetiva. E sempre haverá quem desconte fora da bola, para ser igualmente criticado.

Neymar quer continuar brincando de bola, embora suas responsabilidades sejam cada vez maiores. Não faz parte dos valores que o Barcelona prega diminuir ou menosprezar rivais. Ele não liga. Segue jogando sério quando o jogo está 0 a 0 e continua provocando quando está em vantagem. Nunca age assim com o time perdendo. Não é sua forma de achar espaço ou vencer a marcação. É apenas a forma que encontra de mostrar que é mais do que quem está do outro lado.

Há quem goste, há quem distribua pontapés. E há quem pensa que ele estaria muito melhor sem provocar esse tipo de discussão. Como eu.


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