MSN: O entrosamento dos sonhos





Por Jean Madrid

Quando Suárez foi contratado pelo Barcelona na metade de 2014, a mídia já especulava e exaltava a possibilidade do trio composto pelo uruguaio, por Messi e por Neymar fazer sucesso. E não foi diferente. O ex jogador do Liverpool chegou com estrela, depois de ser nada menos que o vencedor da Chuteira de Ouro em sua última temporada pelos Reds. Luis Suárez começava sua trajetória no clube que era apaixonado desde criança, e mal sabia ele, que desfrutaria de inesquecíveis momentos vestindo a camisa azul-grená.

O começo foi meio conturbado. Depois de ficar suspenso por um bom tempo devido a um incidente na Copa do Mundo, Luis estreou pela equipe catalã justamente contra o maior rival, o Real Madrid. Ainda usado com ponta direita naquela época, os blaugranas acabaram sendo derrotados, e mais tarde, instalou-se uma crise, que foi rapidamente lapidada e extinta pelo elenco. E isso se deve muito ao trio MSN. Digamos que os três jogadores mais importantes do time resolveram “resolver”.

O ano de 2015 mostrou uma nova face do Barcelona, com Messi, Suárez e Neymar voando dentro de campo, coube ao resto do elenco se conformar com a coadjuvância, afinal, não há como exercer o mesmo peso e responsabilidade pela vitória em si da equipe do que o trio sul-americano exerce. É incontestável admitir que hoje, o ataque do Barcelona é, se não o melhor, um dos melhores do mundo, e está realmente difícil parar esse três.

Os números respondem por si, em 2015, no ano da deslanchada do trio as estatísticas são as seguintes: Messi soma 20 gols e 13 assistências, Suárez 12 gols e 7 assistências, e Neymar têm 12 gols e 1 assistência. Juntos os três somam incríveis e assustadores 44 gols e 21 assistências, isso jogados apenas 3 meses da temporada.

O entrosamento entre o trio parecia questão de tempo, afinal, não havia de dar errado um conjunto de jogadores de alto nível atuando juntos. Mas, não foi o que vimos na primeira metade da temporada. Muito se deve também ao grande desentendimento que o time mostrava dentro de campo. Os meias e os zagueiros não demonstravam confiança, e isso acabou abalando todo clube, que chegou a passar por um crise após ser derrotado no primeiro jogo desse ano. Não desmerecendo, mas também houve uma parcela de culpa do ataque, o MSN demorou a deslanchar, e a cada jogo o entrosamento parecia mais distante. Porém, como já foi citado, era praticamente impossível o trio não se entender.

A eficiência de Messi, Suárez e Neymar é evidente. Poucos clubes no mundo seriam capazes de adotar uma filosofia de jogo que favorecesse três craques da atualidade. Hoje em dia o que se vê nos mais diversos cantos do mundo, são equipes dependendo de ocasiões especificas para matar o jogo, ou até mesmo, dependendo de determinado jogador para definir. A grande diferença do trio sul-americano é a versatilidade, eles flutuam, não ficam presos a suas respectivas funções – apesar de a exercerem com maestria -, os comandantes do ataque também auxiliam na recomposição e na criação. É um compilado de fatores que mostra que o Barcelona

voltou a ser uma potência mundial, e isso se deve a boa fase de seus principais membros.

A reta final se aproxima e manter o nível é essencial para consagrar um início de era onde existem três referências espetaculares, que fizeram do Barcelona um novo time. Hoje, o clube catalão pretende alçar voos mais altos, como os de 6 anos atrás, e isso na teoria pode parecer um pouco impossível, mas na prática Messi, Suárez e Neymar mostram que não é tão difícil assim.