| PRÓXIMO JOGO








Carta para ‘Dom’ Andrés Iniesta

| Por Lui Chaves 
Sou um amante do futebol, sou um amante do Fútbol Club Barcelona. E hoje venho por meio deste simples texto agradecer a um dos maiores gênios que esse esporte e esse clube já viram.

Obrigado, Iniesta; obrigado por demonstrar tanto amor por esse manto, por não aceitar render menos do que 200%; obrigado por entender que o Barcelona precisaria mudar de patamar e, o único jeito seria jogar um jogo diferente do que o Mundo se acostumara a ver. Sua parceria com Messi e Xavi foi algo tão espetacular quanto a invenção do futebol.

Profissional, uma dedicação inspiradora para companheiros e torcida, que sempre viram em você a confiança necessária para seguir lutando. Nas derrotas sempre com uma palavra de conforto, uma cabeça erguida para dizer: “isso é futebol, alguém precisa perder”. Nas vitórias a postura sempre foi respeitosa, tendo total compreensão do que seu time havia feito, mas sempre respeitando seu oponente e admirando cada um deles.

Polêmica? Tá aí uma palavra que não combina nem um pouco com sua carreira. Exemplo! Palavra que pode ser usada para descrever o brilhantismo dos seus passos em quase vinte anos de futebol profissional. Com a camisa do Barcelona, lá se vão 22 anos, em 1996 sua história começou a ser escrita com as cores azul e grená, e que honra pra esse clube ter te acolhido, ter te descoberto, pois hoje ele te deve tanto.

Como torcedor, escrevo essas palavras com o peito apertado, imaginar a camisa 8 culé vestida por outro jogador, a faixa de capitão em todos as partidas no braço de Messi; nos traz a assustadora realidade da vida... que porra de tempo implacável! O tempo passa até para os gênios, para as lendas. O corpo pode não responder aos comandos como antes, e como você mesmo diz: “o Barça não merece menos do que 200%”. Que honra, que orgulho ter visto você jogar com a camisa do nosso FC Barcelona.

Agora te peço desculpas, sei que tens mais alguns anos de futebol na China. Tudo bem, mas me recuso verte com outra camisa, quero guardar na memória a camisa ‘8’ mais brilhante da história do futebol apenas em azul e grená.

Obrigado, ‘Dom’ Andrés, obrigado por tanto e até breve!




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Segue o líder!

| Por Lui Chaves 
Lá se vão dez temporadas de domínio absoluto na Espanha, e um empate – até o momento - a nível europeu


Com o título da Copa do Rei conquistado no último sábado (21) contra o Sevilla, o Barcelona vai completando 10 temporadas de uma liderança incontestável nas competições domésticas. Os 5 a 0 humilhantes sobre o time da Andaluzia, deram ao Barça a quarta conquista consecutiva da Copa Nacional Espanhola, vulgo Copa do Rei da Espanha. Nessa competição, já são 6 títulos nas últimas 10 edições, sem contar que os blaugranas ergueram essa taça pela trigésima vez – lembrando que a Catalunha quer independência. “Que situação hein, Rei Felipe?”

Fora o Barcelona, Real Madrid (2), Atlético de Madrid (1) e Sevilla (1) também ganharam a Copa do Rei nos últimos 10 anos. O que deixa ainda mais evidente o domínio culé, se observarmos quantas taças cada um levantou no período.

Falando em Liga Espanhola a hegemonia fica ainda maior. São 7 conquistas em 10 edições; vencemos simplesmente 70% das ligas nas últimas 10 temporadas, algo inimaginável a alguns anos, em se tratando de uma liga que comporta os dois maiores clubes do Mundo, Real e Barça. Real Madrid (2) e Atlético (1) também se sagraram campeões nacionais ao longo dos últimos 10 anos... ok, né?
Obs: até o fechamento da matéria o Barça ainda não havia confirmado matematicamente o título espanhol. O que convenhamos, é questão de tempo.

Artilharia

A artilharia é um quesito que poderia ter havido alguma competição mais acirrada. Poderia, mas não houve! Tanto na Copa do Rei, quanto na Liga Espanhola, o Barcelona teve o artilheiro em 6, das 10 edições. E claro que não dá pra falar de gols e não citar Lionel Messi. O Rei Felipe entregou nas mãos do camisa 10 culé o troféu de artilheiro da sua Copa de estimação em 5 oportunidades: 2009, 2011, 2014, 2016 e 2017. Sem contar 2015, onde o premiado blaugrana da vez foi o brasileiro Neymar Jr.

“Liga Espanhola... Ah, querida Liga Espanhola.” Em termos de artilharia da Liga não podemos ignorar o instinto matador de Lionel Messi, perfeitamente desenhado na temporada 2011-12, quando “la pulga” terminou aquela edição com impressionantes 50 gols marcados, um recorde na história das Ligas europeias. O maior jogador da História ainda foi o goleador das edições 2009-10, 2012-13, 2016-17 e 2017-18 (2018 até o momento, já que a Liga ainda não acabou). Luisito Suárez também marcou presença no período, tendo sido o máximo artilheiro na temporada 2015-16. 

Somando as duas competições mais importantes do país, o Barça venceu 13, das últimas 20 edições de Liga e Copa, um absurdo! Sobraram apenas 7 edições para serem divididas entre Real Madrid (4), Atlético (2) e Sevilla (1). “Um passeio ao parque nacional!” Isso que não levamos em consideração a Supercopa da Espanha, da qual vencemos 5 de 10. Um pouco mais humilde, metade da ‘mascada’.

Europa

Vamos negar a força do nosso maior rival, o Real Madrid? Obviamente que não, não há possibilidade de isso ter fundamento. Ignorando seus primeiros seis títulos financiados pelo regime do Ditador Francisco Franco – junto com uma pilha de Ligas Nacionais – os madridistas tem 6 conquistas genuínas da competição, e em 2018 seguem na disputa pelo tricampeonato consecutivo. Aqui não existe hipocrisia, temos sim que exaltar o desempenho do rival na competição europeia e nos preocupar com as recentes eliminações do Barcelona em quartas de finais. “Ah, mas o Barça só ganha competição doméstica.” Bom, ouço essa frase de alguns amigos madridistas, como isso fosse algum demérito, mesmo que não tenha uma base real para tal alegação. É papo furado! Nos últimos 10 anos estamos empatados em títulos internacionais. Liga dos campeões (3-3), Mundial de Clubes (3-3) e Supercopa da Europa (3-3). Existe alguma hegemonia na década? Fica bem claro que não!   Claro, pode haver uma vantagem a partir de 2018 em caso de conquista dos madridistas na Champions, mas até o momento nada feito.

Nada de ilusão

Um clube como o Barcelona, com o patamar que foi alcançado; é inegável que a necessidade de conquistar títulos internacionais é gigante. Mas tudo que se faz a nível internacional, tem que ter como base um bom dever de casa, isto é, no seu país você precisa estar em evidência. A Catalunha vem dominando o futebol espanhol por meio do Barcelona, e isso é algo gigantesco. Mas a direção culé tem a obrigação de voltar a dar uma atenção especial a dois pontos fundamentais para o desenvolvimento do clube. São eles: ‘La Masia’ e Liga dos Campeões. E um tem uma conexão absurda com o outro. Foi cuidando e aprimorando a base – la masia – que conquistamos, quase que de forma artística, cinco edições da Liga dos Campeões.

Base trabalhada, Europa conquistada!

Em 1992, na vitória por 1 a 0 em Wembley contra a Sampdoria, tínhamos no elenco 5 canteranos (Albert Ferrer, Guardiola, Sacristán, Carles Busquets e Goikoetxea). No bicampeonato de 2006, contra o Arsenal de Thierry Henry, ‘la masia’ estava representada por 7 jogadores (Valdés, Oleguer, Puyol, Jorquera, Iniesta, Xavi e Messi). Em 2009 o adversário era o Manchester United de Cristiano Ronaldo, a base blaugrana esteve em Roma com um time titular completo, mais o treinador. Foram 11 jogadores (Valdés, Puyol, Piqué, Busquets, Xavi, Iniesta, Messi, Pinto, Muniesa, Bojan e Pedro), sendo 7 titulares. No banco, assim como aconteceria também dois anos depois em Wembley, Pep Guardiola comandava a equipe com suas ideias inovadoras que mudaram a história desse esporte. Contra o United – mais uma vez – em 2011, 10 canteranos na equipe campeã (Valdés, Piqué, Busquets, Xavi, Iniesta, Messi, Pedro, Olazábal, Puyol e Thiago Alcântara). E como já supracitado, o também canterano Guardiola comandou a equipe do banco de reservas. 

Em 2015 tivemos mais uma boa representatividade, mas já chamava a atenção a falta de renovação das peças. O pentacampeonato conquistado em Berlim contra a Juventus de Turim, contava com 9 jogadores formados nas oficinas blaugranas (Piqué, Alba, Busquets, Iniesta, Xavi, Messi, Bartra, Rafinha e Pedro). Porém, as únicas novidades - comparados a conquista de 2011 - foram as chegadas de Bartra e Rafinha, que jamais foram titulares do time. É evidente que o nosso “DNA” é construído no nosso quintal, é preciso retomar esse caminho.

Somos os maiores campeões nacionais da Europa na última década. O que pode se transferir para o continente se ‘la masia’ voltar a dar o ar da graça para o futebol mundial.

Segue o líder!




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A melhor atuação da temporada: Barcelona goleia o sevilla e é tetracampeão da Copa do Rei

| Por Vitor Magalhães 

Equipe catalã torna-se a terceira na história a ganhar a competição por quatro anos consecutivos

O FC Barcelona venceu o Sevilla por 5-0 pela final da Copa do Rei, a partida ocorreu no estádio Wanda Metropolitano, em Madri. O time catalão garantiu o primeiro título do ano em um jogo mágico, repleto de boas atuações gols e belas assistências. Suárez (2x), Messi, Iniesta e P. Coutinho fizeram os cinco gols do jogo. Foi o 30° título do Barça na competição.

Há 85 anos, um time não ganhava quatro vezes seguidas a Copa. Após a eliminação dolorosa da Champions League, o Barcelona resolveu não dar brecha para o azar, entrou em campo extremamente concentrado e tratou de pulverizar qualquer chance do adversário. Com um 3-0 na etapa inicial, e mais dois gols na etapa final, os jogadores fizeram uma das atuações mais sólidas como equipe na atual temporada.

O grupo de jogadores destacou-se enquanto coletivo hoje, Messi foi responsável por um gol e duas assistências, Suárez anotou dois gols, Iniesta fez um belo gol (deixando o goleiro estirado no gramado), e Coutinho com uma assistência, e um gol de pênalti, fechou o placar. Além disso, o restante da equipe  atuou de forma segura. Alba como sempre imparável no ataque, nossa dupla de zaga não correu riscos, Busquets e Rakitic foram responsáveis por uma ótima distribuição de jogo, e há que se destacar também um belo lançamento do goleiro Cillessen no lance que originou o primeiro gol blaugrana.

O torcedor barcelonista precisa se agarrar aos bons frutos da temporada, valorizar os grandes resultados e os vários recordes que vão ficando pelo caminho deste grupo de jogadores. Não é possível esquecer a derrota para a Roma, e como ela magoou cada coração culé, mas a temporada que o FC Barcelona fez é muito maior do que um jogo, assim como toda a história da instituição Barcelona. Escrevo esse texto esperando que os verdadeiros torcedores, admiradores e fãs, resgatem isso em suas memórias. Que não nos esqueçamos que a dor existe, mas que se ela é grande em dias de derrota, é porque nos acostumamos a vencer.


Iniesta

O capitão, Andrés Iniesta, talvez tenha disputado sua última final com a camisa blaugrana. Isso porque até o dia 30 deste mês ele deve anunciar sua saída do clube, com destino ao futebol da China. Iniesta fez uma de suas melhores atuações na temporada, e não à toa, foi coroado pelos “deuses do futebol” com um dos gols da partida.

Ovacionado pela torcida de ambos os times na saída do campo, – cena comum em estádios espanhóis desde 2010 –, Andrés ficou visivelmente emocionado, saiu chorando em direção ao banco de reservas, olhos marejados que refletiam um garoto de 12 anos, recém-chegado as canteras de “La Masia” e que agora, havia se tornado um dos maiores campeões da história do futebol mundial.

O simbolismo de Iniesta para o Barcelona e para o futebol tornou-se inegável. O jogo de hoje não foi uma despedida, Andrés é imortal no coração de cada torcedor e amante do futebol, um dos “últimos meias clássicos”, como muitos se referem ao camisa 8, está encerrando momentaneamente um ciclo importantíssimo na sua carreira e receberá de todos nós a eterna gratidão, e os desejos de boa sorte para os novos desafios que se encaminham.

Obrigado por mais um título e até breve, Andrés.


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Os gols de Barcelona 5-0 Sevilla


Com gols de Messi, Suárez, Coutinho e Iniesta, Barcelona goleia Sevilla e conquista quarta copa do Rei consecutiva, veja os gols:




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BARCELONA 5-0 SEVILLA

Com gols de Suárez, Messi, Iniesta e Coutinho, Barcelona goleia Sevilla e conquista o quarto titulo de Copa do Rei consecutivo. São 30 no total.


TITULARES TITULARES
Cillessen
Roberto
Piqué
Umtiti
Alba
Busquets
Rakitic
Iniesta
Coutinho
Messi
Suárez
Soria
Navas
Lenglet
Mercado
Escudero
N’Zonzi
Banega
Franco
Sarabia
Correa
Muriel

RESERVAS RESERVAS
Ter Stegen
Semedo
Vermaelen
Denis
Paulinho
Dembélé
Alcácer
Rico
Layun
Carriço
Ben Yedder
Guido
Sandro
Duran






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Meu voto é pela ressurreição de “la masia”

| Por Lui Chaves 
Após 16 anos, o Barça voltou a entrar em campo sem nenhum “canterano” entre os onze titulares

Enquanto a maioria dos culés ao redor do Mundo demonstra uma imensa preocupação com as possíveis contratações do clube para a próxima temporada, o jornalista catalão Juan Manoel Díaz, fez uma constatação preocupante na edição digital do “Diário Sport” nesta Quarta-feira, 18 de abril: a decadência da base blaugrana!

Dezesseis anos – e uma pilha de títulos – depois, o Barcelona voltou a entrar em campo sem ao menos um jogador formado nas oficinas do clube, na Catalunha. Isso aconteceu na última Terça-feira (17), contra o Celta de Vigo no Estádio Balaídos, jogo que terminou empatado em 2-2. Um dado que preocupa não só pela ausência em campo, mas pela falta de destaques em ascensão na equipe principal. Será uma escassez de talento, ou uma falha grave no processo de promoção dos jovens?  Difícil imaginar que um clube que revelou ao Mundo jogadores como Xavi, Iniesta, Messi, Fabregas, Thiago e dentre outros, tenha simplesmente perdido a mão.

Coincidência ou não, as coisas começaram a desandar depois que o senhor Josep Maria Bartomeu assumiu a presidência do clube, outro fator preocupante. Estamos deixando para traz a essência do barcelonismo, pagando fortunas por atletas e deixando de apostar na fábrica de talentos que trouxe ao futebol Lionel Messi, o maior jogador da história desse esporte.

O jornalista lembra em seu brilhante texto, que a última vez que o Barça entrou em campo sem nenhum canterano, havia sido em 02 de abril de 2002, sob o comando do catalão Carles Rexach. Vitória por 2 a 0 no Estádio San Mamés, contra o Athletic Bilbao. Foram escalados na oportunidade: Bonano; Reiziger, Christanval, Abelardo, Coco; Cocu, Rochemback, Luis Enrique; Rivaldo, Overmars e Saviola. Juan Manoel ainda exalta que o período foi um dos mais obscuros do clube, tanto no âmbito desportivo, quanto econômico.

Em um momento nostálgico do texto, o periodista recorda a memorável escalação posta a campo durante 61 minutos, em 25 de novembro de 2012 pelas mãos de Tata Martino na temporada 2012-13. Com a saída de Dani Alves no minuto 29 da primeira etapa, os 11 jogadores dispostos no gramado do estádio Cidade de Valência, haviam sido formados em ‘la masia’, lembrança que arrepia e emociona este que vos escreve. Victor Valdés; Piqué, Carles Puyol, Jordi Alba e Montoya; Thiago, Busquets, Xavi, Iniesta e Messi. Um meio campo com mais talento do que muitos clubes já tiveram em toda sua história. Na ocasião, o Barça goleou o Levante por 4 a 0. Na mesma temporada, Tata utilizou em várias oportunidades a mesma escalação, apenas com Dani Alves como sendo o único não canterano.

É preciso voltar a olhar pra casa. Será impossível termos ao menos um jogador formado no clube pra compor o banco de reservas? Será realmente que não tínhamos nenhum zagueiro de bom nível na equipe sub-20, para suprir a falta de jogadores na posição após a saída de Mascherano? Era mesmo necessária a contração de Yerry Mina? Perguntas que a cada dia que passa, ficam mais pendentes de respostas claras dessa diretoria com uma política no mínimo duvidosa.

Em Janeiro desse ano, ficou muito claro o desleixo com a base, quando perdemos para o Borussia Dortmund uma das grandes joias do clube, e da seleção espanhola. O meia armador Sergio Gomez, de apenas 17 anos, deixou o FC Barcelona após ter a multa rescisória de apenas 3 milhões de euros paga pelos alemães. Tudo indica que a arrogância e a política confusa da diretoria blaugrana, tenham sido um dos motivos para saída do atleta, que em 2017 foi eleito o segundo melhor jogador do Mundial Sub-17 -  onde a Espanha foi vice-campeã após perder a final para a Inglaterra.

Hoje no elenco principal comandado por Ernesto Valverde, temos Piqué, Jordi Alba, Sergi Roberto, Messi, Iniesta e Busquets; apenas 6, de 23 jogadores do time de cima. Ok, são todos titulares. Mas e daí? Em 16 anos apenas gastamos, sugamos tudo o que essa geração poderia nos dar. E a renovação do catálogo? Uma indústria não se sustenta sem inovação, ela necessita do algo novo. Estamos – e eu digo ‘estamos’, porque a torcida faz parte dessa máquina de sucção – esperando que Lionel Messi resolva tudo, que Iniesta encontre um passe magistral, que Piqué faça um jogo perfeito e não cometa um pênalti em uma eliminatória de Champíons; por que? Porque temos um “super-time”. Não, não temos mais um “super-time”, temos um bom time, que conta com um “super-jogador”. É impossível conversar com um torcedor do Barcelona - ou até mesmo de outros times – e não nos depararmos com a seguinte pergunta: “e quando Messi pendurar as chuteiras?” Confesso; essa reflexão me tira o chão! E me tira o chão porque não estamos produzindo, nunca soubemos comprar, somos produtores e não compradores. A realidade está muito distinta do futuro que esperamos.

É ignorância imaginar que formaremos mais um Lionel Messi nos próximos 50 anos, mas talentos aptos a dar continuidade a um clube tão gigante, tão histórico e tão belo por sua genialidade criadora, é obrigação de quem comanda essa instituição lendária. Se o Fútbol Club Barcelona é o que é hoje, foi porque o sangue que corria em la masia, foi ao longo da história derramado no Camp Nou como uma oferenda aos Deuses do futebol. Perder isso seria perder o “DNA”, e isso é inadmissível!

Que continuemos a espalhar magia e talento vestidos de azul e grená. Eu voto pela ressurreição de ‘La Masia’!  






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CELTA DE VIGO 2-2 BARCELONA

Com gols de Dembélé e Paco Alcacer, Barcelona fica no empate em 2 a 2 contra o Celta de Vigo fora de casa e segue sem perder na La Liga


TITULARES TITULARES
Alvarez
Wass
Roncaglia
Gomez
Jonny
Mendez
Jozabed
Lobotka
Sisto
Mario
Aspas
Ter Stegen
Mina
Vermaelen
Semedo
Digne
Gomes
Paulinho
Denis
Coutinho
Paco
Dembelé
RESERVAS RESERVAS
Fontas
Nemanja
Boye
Ruben
Robert
Mor
Gustavo
Suárez
Messi
Cillessen
Alba
Roberto
Vidal
Umtiti







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90 minutos, e uma temporada estonteante posta em dúvida


| Por Lui Chaves 
“Que desastre, o Barcelona foi eliminado pela Roma, e por isso Valverde não serve mais para ser o comandante da esquadra azulgrana”.

A triste realidade do ‘desdém’ aos números incontestáveis do senhor Ernesto Valverde no comando do maior clube do Mundo. Sim, que a Liga dos Campeões é o grande objetivo da temporada todos os anos, isso todos nós sabemos. Mas vamos avaliar o primeiro ano de Dom Ernesto no comando blaugrana, partindo do seguinte princípio: o começo!

Após a saída de Luís Enrique, ao fim da temporada 2016-17, várias eram as especulações que rondavam o Camp Nou. Chegou falava-se do argentino Sampaoli, então técnico do Sevilla. O alemão Jürgen Klopp, também foi alvo de boatos vindos da imprensa europeia. Porém o escolhido para o desafio foi Ernesto Valverde, vulgo Txingurri. Contratado por sua ligação com o clube, e por seus bons trabalhos em Athletic Bilbao e Olympiacos, o treinador de 54 anos teve – logo de cara - que enfrentar a tempestiva saída de Neymar, sendo obrigado a mudar radicalmente o modelo de jogo da equipe. As derrotas assustadoras para o Real Madrid nas partidas pela Supercopa da Espanha, deram a entender que a temporada seria um completo desastre; o que se mostrou enganoso com o decorrer dos meses.

Valverde teve coragem, foi homem o suficiente para fazer com que um time acostumado a dar espetáculo, adota-se um pragmatismo difícil de entender, ao mesmo tempo necessário para corrigir problemas defensivos crônicos. No entanto, mais irritante do que o pragmatismo apresentado no jogo blaugrana, é o questionamento idiota dos números e do trabalho realizado pelo treinador nos últimos 8 meses. Ao todo o Barcelona disputou 51 partidas oficiais na atual temporada; com 37 vitórias, 11 empates e 4 derrotas. Os comandados de Valverde marcaram 118 gols e sofreram apenas 30; um absurdo saldo positivo de 88. A devastadora derrota contra a Roma no jogo de volta da Liga dos Campeões, foi a única, em 10 aparições da equipe na competição.

A fatídica eliminação para os italianos deve ser esquecida? Evidente que não! É preciso recuperar a força no continente. Mas não vamos esquecer que temos a oportunidade de sermos campeões invictos da Liga, e de vencermos a Copa do Rei pelo quarto ano consecutivo. Ao pensar nisso eu me lembro daquele início difícil e conturbado que tivemos em agosto e, percebo o quão positivo é o balanço final. O Barça é um Gigante, um Gigante que passou na última terça feira (10) por uma situação atípica para um clube de tal magnitude. O que jamais devemos nos esquecer é que do outro lado há um adversário, que precisa ser respeitado e enfrentado de maneira séria e responsável. Além de a derrota do Barça, existiu a vitória da Roma, merecida e incontestável. Como isso nunca é lembrado, a curta memória do futebol entra em campo, e tudo aquilo que parecia perfeito, fica pequeno mediante a tal fracasso. Lamentável realidade do Futebol.

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Barcelona sofre no primeiro tempo, mas vence o Valencia no Camp Nou

| Por Vitor Magalhães 
Equipe catalã estabelece novo recorde de invencibilidade na Espanha, agora são 39 jogos sem derrota

O FC Barcelona venceu o Valencia por 2-1, pela 32ª rodada da liga espanhola. A seis rodadas do fim do campeonato, os culés mantém boa vantagem para o segundo colocado e ficam cada vez mais próximos do título nacional. Além disso, o time catalão chegou a marca da 39 partidas sem derrotas na La Liga, sendo 32 na atual temporada e outras 7 do campeonato passado.

Após a eliminação dolorida da Champions League, o Barcelona demonstrou algumas fragilidades que possivelmente tiveram influência do jogo da última semana. No primeiro tempo principalmente, a equipe não jogou bem, inclusive Messi, que esteve apagado. O argentino parecia não estar com a cabeça no jogo de hoje. Por outro lado, Coutinho jogou bem e deu duas assistências na partida, uma delas, um passe milimétrico para o 23° gol de Luis Suárez.

Na segunda etapa, Umtiti marcou o segundo gol dos culés após boa cobrança de escanteio feita por P. Coutinho. O Valencia foi melhor no primeiro tempo, e no final do segundo. A defesa blaugrana cedeu muitas oportunidades para o rival durante o jogo, e Ter Stegen fez grandes defesas. No fim Dembélé cometeu pênalti, Parejo cobrou e por muito pouco a bola não foi defendida pelo goleiro alemão.

Recorde e sequência

O destaque positivo foi justamente Coutinho, o jogador está achando seu lugar em campo, se adaptando ao estilo de jogo do clube e do futebol espanhol. A partida de hoje mostrou a sua evolução em termos táticos. O brasileiro teve seu esforço recompensado com duas assistências e, talvez, a sua melhor atuação tática desde que chegou à Catalunha.

A vitória deste sábado (14), foi marcante em termos históricos. O Barcelona é o dono da maior sequência invicta do campeonato espanhol, 39 partidas. A última derrota do time blaugrana foi no dia 8 de abril de 2017 para o Málaga, há mais de um ano.

A torcida trata como obrigação os dois títulos que restam na temporada, e muito provavelmente os próprios jogadores têm esse sentimento dentro deles. O título invicto ainda é possível, e seria um prêmio para a torcida, depois da eliminação precoce na Champions.

Agora é olhar para frente, o Barcelona tem jogos importantes fora de casa e objetivos a conquistar na temporada. O clube da Catalunha enfrenta o Celta de Vigo na próxima terça-feira, no estádio Balaídos. Depois vai à Madrid enfrentar o Sevilla pela final da Copa do Rei no sábado (21). e viaja novamente para encarar o Dep. La Coruña. O Barça só retorna ao Camp Nou no dia 6 de maio para o clássico contra o Real Madrid.


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BARCELONA 2-1 VALENCIA


Com gols de Luis Suárez e Samuel Umtiti, Barcelona vence Valencia e quebra recorde de mais jogos consecutivos sem perder no Campeonato Espanhol.

TITULARES TITULARES
Ter Stegen
Roberto
Piqué
Umtiti
Alba
Coutinho
Paulinho
Busquets
Iniesta
Messi
Suárez
Neto
Vezo
Garay
Gabriel
Gayà
Soler
Kondogbia
Parejo
Guedes
Santi Mina
Rodrigo
RESERVAS RESERVAS
Cillessen
Semedo
Vermaelen
Deni
Gomes
Dembélé
Alcácer
Jaume
Murillo
Maksimovic
Vietto
Zaza
Andreas
Lato










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